Anemia Infecciosa Equina



   A Anemia Infecciosa Equina (AIE), também conhecida por febre-do-pântano, é uma doença cosmopolita que apresenta como agente etiológico um retrovírus englobado na subfamília do Lentivirus pertencente à família Retroviridae, que acomete os equídeos.

   A transmissão pode ser do tipo vertical, ou seja, da mãe para o feto durante a gestação, ou horizontal, através de fômites, leite materno, sêmen ou insetos hematófagos, sendo que nesse último caso a transmissão do vírus normalmente está ligada com a transferência de sangue de um cavalo contaminado para um animal sadio.

   As manifestações clínicas da AIE podem ser classificadas como aguda ou crônica. Contudo, o vírus pode ser encontrado na corrente sangüínea de animais sem provocar sintomas.

   A forma aguda causa febre, que pode chegar até 40,6°C; respiração acelerada; prostração; debilidade nas patas, sendo o peso do corpo transferido de uma pata para outra; deslocamento dos membros posteriores para diante; inapetência e emagrecimento progressivo. Caso o animal não morra dentro de 3 a 5 dias, a afecção pode tornar-se crônica.

   Na forma crônica apresenta ataques com intervalos que variam de dias, semanas ou meses. Nos casos de intervalo curto, o animal evolui para óbito dentro de algumas semanas. Com o ataque, ocorre maciça destruição de glóbulos vermelhos do sangue, resultando em anemia.

  O diagnóstico laboratorial apresenta importância fundamental na detecção de animais portadores da AIE .  A Instrução Normativa nº 45, de 15 de Junho de 2004, do MAPA, defini o método diagnóstico de Imunodifusão em Gel de Agar (IDGA) como Oficial.